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Deus existe

Dan de Barna
  • 7 de outubro de 2013
  • http://www.adamsapple.com.br/

Este vídeo que divulga o “Ministério de Educação e Ciência da Republica de Macedônia” nos apresenta a Albert Einstein como um menino de inteligência excepcional, que mantinha uma firme fé em Deus.

Contudo, deve-se observar que este vídeo é uma livre interpretação de uma anedota atribuída a Einstein na sua época de estudante universitário, e não na sua infância. Anedota que nunca se pode provar que tenha acontecido.

Muitos que se apoiam nas declarações de Einstein, defendem que ele era ateu, ignorando que Einstein nasceu e foi educado no seio de uma família judia, que ainda sem ser praticante, lhe instruiu nos princípios do judaísmo.

A educação primária do jovem Albert se deu em uma escola católica. E segundo relata o próprio Einstein na sua autobiografia, da leitura dos livros de divulgação científica que proporcionava-lhe seu tio, para incentivar suas inquietudes científicas, nasceria um constante questionamento das tradicionais afirmações da religião.

Este questionamento saudável da religião tradicional, foi o que incentivou sua curiosidade por como o mundo tinha sido criado, e que involuntariamente levaria ao posterior descobrimento da teoria da relatividade, junto a sua primeira esposa Mileva Maric.

Nesse processo teve influência dos pensamentos do físico materialista Ludwig Buchner, que o distanciaram do tradicionalismo religioso judeu, permitindo-lhe questionar-se a realidade.

Com isso, o pensamento judeu tradicional de Einstein, de curta duração, derivou para uma visão muito pessoal de Deus que muitos qualificaram de ceticismo religioso, e que como ele mesmo afirmaria em 1921, com 42 anos de idade, o aproximava da forma de entender Deus do filósofo Baruch Espinoza.

Porém seria só mais tarde, enfrentado os horrores da Primeira Guerra Mundial, evidenciando posteriormente o fracasso de seu primeiro casamento com Mileva Maric, conhecendo que seu segundo filho era esquizofrênico, e contemplando a persecução dos judeus na Alemanha nazista que o obrigaram a se refugiar nos EEUU, que a Fé do jovem Albert Einstein se perdesse paulatinamente ate chegar a posturas próximas ao total ateísmo. Este processo de paulatino desencanto pela religião pode contrastar-se em suas diferentes cartas e afirmações públicas, que vão desde sua afirmação em 1921 de que seu Deus era o Deus de Spinoza, ate sua total negação de que existisse algum Deus.

De qualquer forma, o enfrentamento que o vídeo apresenta entre um jovem Einstein e seu professor, é algo que se dava constantemente na sua juventude.

É assim como se expõe em “Einstein; Cem anos de relatividade”, pgs. 36, Andrew Robinson, 2010:

        “Sua passagem por o Gymnasium (escola de segundo grau), não foi muito recompensadora:a rigidez e a disciplina militar das escolas de segundo grau da época de Otto Von Bismark lhe proporcionaram não poucas polêmicas com os professores. No Luitpold Gymnasium (período de fervor religioso máximo de Einstein) as coisas chegaram a um ponto crítico em 1894, quando Einstein tinha 15 anos. Um novo professor, o Dr. Joseph Degenhart, lhe disse que «nunca conseguiria nada na vida». Quando Einstein lhe respondeu que «não tinha       cometido nenhum crime», o professor lhe respondeu: «a tua só presença aqui prejudica o         respeito que me deve a turma»”.

Curiosamente, contra o que o próprio Einstein teria desejado nos últimos anos de sua vida (onde já professava abertamente um férreo ateísmo), a teoria da relatividade, quando se contrasta cuidadosamente com o relato bíblico, nos oferece firmes evidências científicas da credibilidade da Bíblia, assim como uma maior compreensão do nosso Criador.

Esta última atrevida afirmação, observada por cientistas como o físico Ian G. Barbour, pode ser verificada na obra “A maça de Adão” que se está apresentando.

Com isso, se verifica a validade de uma afirmação de Einstein expressada em 1941, da que ele, como ateu, sem duvida, se arrependeu de ter expressado:

         “A ciência sem religião é manca, a religião sem ciência é cega”.

 

[“Science, Philosophy and Religion, A Symposium”, published by the
Conference on Science, Philosophy and Religion in Their Relation
to the Democratic Way of Life, Inc., New York, 1941]

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