Adam's Apple | October 21, 2017

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Será que a seleção natural é um mecanismo de desenho?

Será que a seleção natural é um mecanismo de desenho?
Apolos de Montevideo

“Um mecanismo projetado” é um relógio, uma válvula (se puder ser uma projetada por seres humanos ou uma MUITO MAIS complexa como a coronária). Não existe tal coisa como “um mecanismo projetado fortuito” ou “mecanismo projetado aleatório”.

 

E agora com certeza vão me disser que “adaptação não é aleatoriedade”.

 

Os desenhos são ou ALEATÓRIOS ou são DELIBERADOS. Mas na evolução não existe tal coisa como uma “pseudo inteligência” que se move como um fantasma, apenas dando benefícios para as espécies quando necessário.

 

Estas variações são MUTAÇÕES, e considerando que não é a consequência de nenhuma vontade, são ALEATÓRIAS segundo o evolucionismo. E depois de produzida a aleatoriedade, uma aleatoriedade é melhor do que outra (de acordo com os evos neo-hindus), dando um passo a mais em direção a um homem europeu, cúspide evolutivo destinado a dominar toda a pirâmide, incluindo negros e índios, segundo seus próprios líderes (uma vez que esta é a crença implícita e explícita desta religião dos deuses auto-proclamados).

 

Muitos confundem DESENHOS ALEATÓRIOS (derivados de processos cegos, isto em musicologia esta mais do que claro) com DESENHOS DELIBERADOS (derivados de atos de vontade inteligentes).

 

Se eu reproduzir quaisquer cinco notas no piano, na escala lídia, é um desenho deliberado que envolve um mecanismo anterior (o limite da escala, o som periódico, coluna de timbre). Se eu sair na rua para gravar os cinco primeiros sons não recorrentes, parece um desenho aleatório, mas, na verdade, o resultado não é, pois ele foi causado deliberadamente.

 

O neo-hinduísmo dessas pessoas (evolucionistas) aceita um mecanismo cego que atua como um fantasma benigno dando órgãos complexos, mas também sem a possibilidade de ausência de resultado concreto, que é uma constante da entropia. Eu posso mexer a sopa e criar um padrão aleatório de letras, por isso mesmo, porem, se eu não tocar, não tem de ocorrer um design aleatório como resultado.

 

As letras vão para o fundo, incham-se, apodrecem, deixam de serem letras e tornam-se farinha dissolvida.

 

O neo-hinduísmo darwinista faz com que religiões como a Cientologia, os Davidianos ou os Raelianos pareçam consistentes e cientistas em comparação, Ao menos lidam com mitologias plausíveis e paradoxais.

 

Que é o que leva a uma parte dos ocidentais a ter esta fé na evolução contra toda a lógica e o senso comum, é o meu atual objeto de estudo. Vou postar alguma coisa sobre isso, porque você vai notar que a maioria deles acredita, por razões não relacionadas com a evidência, mas por fatores emocionais.

 

A nível musical pode-se separar claramente o “design aparente” (a aleatoriedade concirdante de eventual textura) do design deliberado (quando a sonoridade, mesmo  parecendo aleatória no  ouvido, é regida por regras e EXCEÇÕES de um sistema harmônico escalado e/o de um concreto / puro).

 

Como se explica que os sons de pássaros, rãs, baleias e até mesmo o espaço exterior inerte, não são aleatórias, mas elaboradas?

 

Não sou eu que digo: em música concreta, separam-se os sons naturais dos aleatórios, e isso não é baseado em biologia, mas na matemática, acústica, e outras ciências que são usadas para compor e analisar composições.

 

Vejamos um exemplo: papagaios não têm formação musical, porem podem-se identificar seus sons (periódicos) dentro de escalas (tonais e atonais) conhecidas. Repetem palavras … mas a música não a repetem, ainda que aprendam as regras da harmonia só com ouvi-las, e com elas fazem suas próprias composições. E isso, sem sentido musical e por instinto cego: eu chamo a isso SOFTWARE. Quem lhes programou?

 

A força do argumento musical é que é um padrão de design que não é aparente, ou seja, objetivamente é um produto inteligente e ainda por cima não é funcional.

 

Tenho gravações e transcrições a partituras, de sons de insetos e anfíbios, e ambos utilizam as mesmas harmonias complexas. Harmonias complexas que não são, DO, RÉ, MI, etc., pois eu não falo de harmonias complexas baseadas em texturas submersas. Isto é como elaborar uma obra de milhares de notas de acordo com as regras e, em seguida, apagar as grandes seções como se desce se o volume a zero.

 

São harmonias atonais complexas, com discursos musicais abstratos que foram descobertos depois de 2.000 anos de progresso musical ocidental.

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